quarta-feira, 12 de maio de 2010

Menina-mundo.

Uma menina.
Uma menina que consegue ver a vida com olhos de moleca e coração de mulher.
Uma menina que sente o mundo com o sorriso de uma criança e as lágrimas de quem já tem muito o que contar.
Uma menina apaixonada por si mesma e que consegue ter paixão de sobra pra espalhar por aí.
Uma menina que é muito feliz e mesmo assim consegue entender que nem só alegrias escrevem uma história.
Uma menina que se atira de cabeça em tudo, se machuca, aprende (de vez em quando), se levanta e se atira de novo, sem o menor discernimento e que ainda assim é muito sábia.
Uma menina completamente incompreensível e única e ainda assim igualzinha a todas as outras.
Uma menina ainda muito menina. E que há muito já cresceu.
Uma menina que sonha não só o futuro, mas o presente e ouso dizer o passado também.
Uma menina que não tem dificuldade em deixar pra trás, mas que sabe que traz consigo cada pessoa que algum dia cruzou seu caminho, como um pedacinho de quem se tornou.
Uma menina que as vezes se sente metade mas que é inteira o suficiente pra levantar a cabeça e se completar.
Uma menina que é pequenininha mas é gigante.
Uma menina que adora comer sozinha uma panela de brigadeiro e que também adora dividi-la com alguém especial.
Uma menina que tem medo e é muito corajosa.
Uma menina que odeia os homens, e os ama de novo, e odeia, e ama, odeia, mas não consegue viver sem eles.
Uma menina que é barra pesada e ainda sim é leve como o sopro do vento numa tarde de inverno.
Uma menina que não vive sem música mas sabe apreciar o seu próprio silêncio.
Uma menina que brinca de fantasiar a vida e ainda assim é muito de verdade.
Uma menina que vive do amor, mas que vive sem ele.
Uma menina que acaba de escrever seu maior clichê e mesmo assim sente que nunca foi tão bem descrita.
Uma menina.
Uma apenas.
Um dia você encontra ela por aí, brincando de ser menina e ser mulher...

4 comentários: