quarta-feira, 11 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Vale mais que três palavras.
Aquilo que mal consigo entender
Que meus olhos gritam,
Meu sorriso explana,
Mas minha boca engole,
E você insiste em não perceber.
Será que é bobo insistir
Em calar quando se ainda pode ouvir
Meu coração batendo e
Minha voz tremendo,
Enquanto continuo me contradizendo.
Quando adorar já não cabe mais
Pra descrever
O que dentro de mim há por você.
Quando já até sei o que dizer.
Mas ainda me falta coragem pra poder
Falar em voz alta
Sem pensar, num segundo
O que meu coração já contou pro mundo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
25/06/2010
Da janela do seu quarto podemos ver a lua.
Ela brilha por nós. Agora somos nós.
Eu e você. A vera. Sem volta. Sem medo.
Com os freios não mais usados
E olhos já não fechados.
Prontos pra viver
Pra sentir
Pra ser parte
Em vez de só fazer parte.
Eu me entrego
Corpo, alma e coração
Na tua mão
Pra ser quem te faz feliz
E ser aquela que diz
Sem hesitar
Que é tua.
Agora ainda mais
E que já era
Mesmo antes de ser.
Se entrega, meu bem
Se entrega também
Que é pra gente empatar,
Pra variar.
Impossível parar de sorrir
Deitada do teu lado
Depois da melhor surpresa
Que eu (não) podia esperar.
A lua ainda nos acompanha.
A noite é nossa. É nosso dia, agora.
Com a cabeça encostada no seu peito
Eu ouço as batidas do seu coração
Me pedindo pra com você ficar.
E dizendo pra eu não ter medo,
Que é nos teus braços o meu lugar.
E eu acreditei.
Sem pensar, me entreguei
Me joguei
Simplesmente me apaixonei.
Então eu rezo
Pra não serem só
As minhas pernas que tremem
Ao ver você chegar,
O meu coração a disparar,
Os meus olhos a me entregar
Toda pra você.
Pra você vir comigo
Se atirar de cabeça
Nesse meu sonho
Em minha vida
Nessa minha louca alegria.
E pra você perceber,
Ter certeza e entender
Que é você tudo que eu queria.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Só talvez.
Talvez não se deva falar em voz alta o que dita o coração.
Talvez não seja certo acreditar cegamente.
Seja imprudente se entregar loucamente.
Talvez seja tolice escrever sobre uma coisa só.
Talvez seja burrice ter coragem num mundo covarde.
Talvez, idiotice não temer quando quem importa morre de medo.
Talvez os bêbados nos bares tenham razão.
Talvez não se deva assumir o que se passa dentro da gente.
Talvez seja besteira publicar poemas em um blog.
Talvez a gente deva jogar, pra não se machucar.
Talvez seja certo se esconder, não viver,
Não sorrir pra não saber chorar.
Não se deixar levar.
Talvez seja verdade quando se diz
Que nunca se pode ser totalmente feliz.
Talvez eu seja burra demais,
Corajosa demais,
Boba demais,
Imprudente demais,
Ou transparente demais
Pra entender
Ou dar ouvidos a isso.
Talvez eu só esteja gostando demais.
Mas só talvez.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Não tente entender
Pretendeu secar meu pranto, preencher o vazio cego que me habita.
Ele quis me desafogar do mar de amores no qual eu insistia em afundar.
Se pôs de pé, estendeu a mão e insistiu em me salvar.
Ele sorriu, pelo simples fato de eu estar ali, como quis que fosse.
Assumiu os riscos e se contentou, por saber que dele eu era aquela noite.
Ele estava sóbrio. Não queria perder um segundo. Me apertou contra o peito como se o tempo fosse parar e ali seria feliz.
Ele me deu o valor que eu podia jurar não ter.
Me beijou como se fosse esquecer da vida por mim.
Ele me fez chorar, por mostrar que eu merecia mais.
Ele me fez sorrir, sem razão.
Ele foi pra mim.
Ele foi tudo.
E não foi nada.
Porque ele não foi você.
sábado, 5 de junho de 2010
Ainda bem.
Fui teimosa, não ouvi.
Dei as costas a conselhos, avisos
E alertas que todo o mundo insistiu em dar.
Me deixei levar.
Pelo seu sorriso, seu olhar.
Em uma noite que eu e você mal conseguimos lembrar.
Sem medo de me arrepender.
Sem pensar em voltar atrás.
Sem querer querendo.
Eu sendo eu e você, você.
E agora é assim.
Eu, sem conseguir entender.
E não querendo nem saber.
Porque tudo é mais legal quando é com você.
Sem precisar de razão
porque ou explicação.
Podem me chamar de boba.
Agora eu ando
Sorrindo pelos cantos.
Sendo boba.
Sendo outra.
Sendo feliz.
E é bom demais.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Meu dia, minha chuva.
Pela primeira vez, isso não tem a menor importância.
Talvez, porque depois de tanto tempo eu tenha desistido de esperar pelo sol. Não. Na verdade é porque tudo está tão perfeito, tão certo, que a chuva não passa de um sinal, avisando que algo maravilhoso e inesperado está pra acontecer.
Chegar a mairoidade com o sentimento de ter trilhado, até ali, o caminho certo é coisa pra poucos. É meio pretensioso. Quem, tão cedo na vida, pode ter essa certeza? Eu tenho. Não é que eu tenha feito tudo certo, longe disso. Mas quando penso nas pessoas que hoje tenho ao meu lado, percebo que nada poderia ter sido diferente. Os amores, desamores, conflitos, desencontros, encontros e... "acasos".
Cada detalhe, cada raio de sol que brilhou sobre meus cabelos, cada pequeno passo que dei, fez a diferença.
Hoje é meu dia de agradecer. Esse é meu texto de agradecimento.
Obrigada, a todos que cruzaram meu caminho, que ajudaram a escrever minha história, a me escrever. Obrigada pelos sorrisos, pelas lágrimas. Obrigada por me darem de presente o brilho
que hoje carrego em meus olhos. Obrigada por serem os guias que me trouxeram, desse jeito, até aqui.
Obrigada, minha família, por sempre me dar mais amor do que o mundo pode comportar, do que se pode imaginar existir.
Obrigada, meus amigos, por muito já terem me cedido um ombro pra chorar e por sempre alegrarem minhas alegrias.
Obrigada, novos personagens no meu conto de fadas (novos, apenas, não menos importantes). Tenham certeza que é de vocês que vem uma enorme parte dessa minha energia de pular da cama e todo dia ser muito feliz.
Obrigada, maioridade, por me mostrar que é possível crescer sendo criança.
Obrigada, destino, por sempre me levar no lugar certo, na hora certa.
Obrigada, 2010, por estar sendo o ano mais surpreendente de todos.
Obrigada, vida, por ser tão maravilhosa.
Obrigada, chuva, por continuar caindo.
P.S.: Obrigada por fazer com que o dia de hoje também não precisasse ter sentido pra ser muito bom.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Agora e só.
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Eu não sou menina pra casar.
Não quero saber de namorar.
Nem de atar suas mãos às minhas.
Não me interessa te fazer ser quem você nunca foi.
Não é culpa sua se você não precisa de sobriedade pra fazer sentido.
Não precisa ter sentido.
Eu queria mesmo era ser sua.
Não através de títulos.
Nem pelo que se convencionou chamar exclusividade.
Quero ser sua por saber que você pensa em mim.
Saber que eu te divirto.
Que eu te surpreendo.
Eu quero te ter. Hoje. Sem pensar em amanhã, em porquê, em nada.
Quero você aqui. Agora. Do jeito que é.
Quero brincar com você. Brincar de você, enquanto a gente não cresce da gente.
Quero te fazer feliz, só por um minuto.
Quero que seu beijo me tire do sério.
Que seu abraço me aperte nesse segundo. E o que vai ser do próximo? Que a gente descubra quando ele chegar.
Eu quero você só.
Eu quero só você.
Eu quero você.
Sem pretensões de mudar o porquê do seu sorrir.
Contanto que você continue sorrindo.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sol meu (dela).
A noite esfria, cada vez que ela toma um gole de sua cerveja. Ela não se importa. A festa, sem ele, não é festa. É, em vão. Ela dança, pra se distrair. Ela foge de um cara chato. Ela desiste de conter a sensação amarga e gelada que já se apropriou de sua boca, seu corpo, seu eu.
E nessas horas a vida sempre insiste em preparar uma surpresa pra gente.
Um outro chega, de repente. Chega sem pressa. Chega sorrindo, um sorriso irresistível, que ela não pôde deixar de notar. Impressionante. O frio vai embora, tudo vai embora. É ele, o Sol, que veio fazer esquecer o Vento. Ela não consegue sentir nada além de seu coração martelando no peito. E o sorriso dele continua lá. Lindo. Certo. Aquecendo aquela noite sem saída, aquela menina sem estrelas.
Surpresa número dois.
Ele a olha diferente também. Ele vê. Os dois mergulham na louca vontade de se terem aquela noite. De aquecer o frio um do outro, curar o amargo de ambos com um beijo, o mais docemente possível. Querem muito, e estão quase lá. Brincam, riem, são quem são e, quando percebem estão próximos demais. Ela sente sua respiração em seu rosto e seus olhos ficam presos pela inexplicável magia que os dele emanam. Sua barba, perfeitamente mal feita. Seu cheiro completando um momento já certo. Ela o quer, naquela hora, mais que tudo. Sentir seu corpo num abraço, brincar em seus cabelos escuros, aprender a sorrir como ele, enquanto seus lábios se tocarem. Eles se querem, eles se terão.
E enquanto ela, hesitante, fecha os olhos, a terceira surpresa.
Em um consciente lapso que atrapalha aquela doce loucura, ela se dá conta. Ele é território proibido. Aquele que insiste em esfriar sua noite e sua vida é amigo dele. Logo dele. No mínimo, irônico. O Sol, amigo do Vento. Ela percebe. Seu sonho de uma noite de inverno-verão acaba ali. Ele também desperta para a realidade. Mesmo tão perto estão longe de poder ser. Seu brilho fraqueja, tanto quanto pode fraquejar o brilho do Sol. Eles compreendem. Vão se guardar, um na memória do outro. Guardar aquele momento, pelo menos por enquanto.
Três da manhã. Hora da Cinderela ir pra casa. Eles dizem adeus com um beijo, não exatamente onde precisavam que fosse. Ela se despede do Sol. E cai na noite, novamente gélida. Mas olha pro céu e as estrelas lhe sorriem, o sorriso morno que ele deixou. E no fundo ela sabe. Depois da tempestade, do frio, do Vento, do que for... O Sol um dia há de brilhar. Junto dela.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sinceramente
Segura minha mão, me leva pra onde quiser e bagunça minha espera, meu penteado, minha vida.
Me toma em teus braços, que um segundo basta pra eu te querer a semana inteira.
Me pega no colo e diz que gosta de sentir minha pele, que uma palavra tua me faz ser a rainha que em tantos anos nunca me saudou no espelho.
Ri de mim, que eu me contento com a ilusão de pensar que te faço feliz.
Me abraça forte, que me faz bem fantasiar que meu corpo é moldado pra encaixar no teu.
Me beija, que eu gosto de me afogar nas tuas juras imaginárias de que por um instante você é todo meu.
Mas vá embora. Vá, antes que eu perceba que o cheiro do teu cabelo em minhas mãos está se esvaindo. Antes que eu me torne órfã do calor dos teus braços. Vá, antes que seja tarde demais pra voltarmos atrás. Antes que a batida do meu coração se confunda com a tua. Antes que dizer adeus doa um pouco demais pra mim.
Menina-mundo.
Uma menina que consegue ver a vida com olhos de moleca e coração de mulher.
Uma menina que sente o mundo com o sorriso de uma criança e as lágrimas de quem já tem muito o que contar.
Uma menina apaixonada por si mesma e que consegue ter paixão de sobra pra espalhar por aí.
Uma menina que é muito feliz e mesmo assim consegue entender que nem só alegrias escrevem uma história.
Uma menina ainda muito menina. E que há muito já cresceu.
Uma menina que sonha não só o futuro, mas o presente e ouso dizer o passado também.
Uma menina que não tem dificuldade em deixar pra trás, mas que sabe que traz consigo cada pessoa que algum dia cruzou seu caminho, como um pedacinho de quem se tornou.
Uma menina que as vezes se sente metade mas que é inteira o suficiente pra levantar a cabeça e se completar.
Uma menina que é pequenininha mas é gigante.
Uma menina que adora comer sozinha uma panela de brigadeiro e que também adora dividi-la com alguém especial.
Uma menina que tem medo e é muito corajosa.
Uma menina que odeia os homens, e os ama de novo, e odeia, e ama, odeia, mas não consegue viver sem eles.
Uma menina que é barra pesada e ainda sim é leve como o sopro do vento numa tarde de inverno.
Uma menina que não vive sem música mas sabe apreciar o seu próprio silêncio.
Uma menina que brinca de fantasiar a vida e ainda assim é muito de verdade.
Uma menina que vive do amor, mas que vive sem ele.
Uma menina que acaba de escrever seu maior clichê e mesmo assim sente que nunca foi tão bem descrita.
Uma menina.
Uma apenas.
Um dia você encontra ela por aí, brincando de ser menina e ser mulher...
terça-feira, 11 de maio de 2010
Conversa de ônibus...
Pra mim, namorar não tem nada a ver com amor. O namoro foi um título criado pelo homem para simbolizar ante a sociedade que as pessoas envolvidas não estão disponíveis. Pra mim, quem ama não precisa disso. Quem ama já está indisponível, não pelo fato de não poder beijar ou pensar em outra pessoa, mas pura e simplesmente porque seu coração já tem por quem bater. Cada minuto de seu pensamento já está tomado de sensações que o ser amado deixou. E até mesmo pequenos esboços de sorriso já têm seus direitos autorais registrados, todos por uma só criatura. Fica na cara. Quem ama não precisa de títulos para estampar na testa e mostrar (ou, se preciso, gritar) para o mundo que a vaga já foi preenchida. O amor é uma coisa tão grandiosa que o homem, ao tentar sintetizá-la, falha. E é tão simples que esse mesmo homem, ao tentar equacionar, complica. E muitas vezes destrói. Que me perdoem os namorados, mas a minha entrega, minha lealdade e meu amor jamais precisarão de rótulos pra serem legitimados.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Milagre de dia das mães.
Chega um médico.
Ele me olha. Olha. Não vê.
Pergunta suas automáticas perguntas.
Tem pressa de atender outros tantos pacientes.
Chega uma enfermeira.
A medicação corre pelas minhas veias.
Continuo mal.
Torcendo pro tempo passar mais rápido.
Chega um enfermeiro.
Sua pele negra faz contraste com seu alvo jaleco.
Ele nada faz.
Apenas me sorri, sincero.
Meu mal-estar começa a passar.
Talvez a medicação tenha começado a fazer efeito.
Talvez um sutil milagre tenha acontecido.
São pequenos anjos que passam por nossas vidas.
Um parágrafo para cada mês.
Lembro de uma noite, no nosso lugar, na qual me deixei levar pelo coração. Que apesar de eu estar tão incerta e trêmula me senti inteira quando você, tão nervoso quanto eu, me tomou nos braços e, por um breve momento, me fez ser sua.
Lembro de sair correndo para olhar o celular, pois sabia, no fundo, que mensagens iam ser nossa marca, ou pelo menos a que você deixaria em mim.
Lembro de um dia que tive medo e te disse que não ia sentir e lembro de como seus olhos brilharam no seu rosto suado ao responder: mas eu já sinto.
Lembro de uma madrugada em uma varanda amiga em que você disse que me queria só sua e eu demorei pra acreditar. Lembro de um tempo no qual você dizia com verdade e inocência de criança que eu não tinha defeitos. Lembro de sentir seu calor. Lembro de saber que você era por mim, ou pelo menos afirmava ser.
Lembro de ser sua pela primeira vez. Lembro de prometermos ser eu e você pra sempre. Lembro do seu ciúme. Lembro do cheiro do seu carro. Do toque da sua campainha, sempre acompanhado de um latido. Do ranger da sua cama quando nos deitávamos. Lembro do que era importante pra você e se tornou pra mim.
Lembro das brigas. Das reconciliações. Dos “eu te amo” e dos “eu te odeio”. Extremos, como sempre fomos. Lembro de ser feliz. Lembro de ser mais feliz ainda.
Lembro da perda do ar de quando você foi embora pela primeira vez. Lembro da dor. Lembro da alegria não caber em mim quando você voltou.
Lembro do tempo em que conseguia sentir. Lembro do tempo em que conseguia acreditar. Enquanto a água escorre pelo ralo, o pavor que eu sentia de lembrar acaba. Junto com o eu e você. Que, convenhamos, nunca existiu. Estava mais para um eu pra você ou um eu por você. Me enganando por você.
Estou dormente. Nada sinto. Nem entendo como um dia pude sentir. Apenas lembro. Lembranças de um amor que não foi. Nunca foi. Nem era pra ser.
O músico - pra inaugurar sem melancolia.
Ele olha pra mim
Toca meu ombro
E diz olá.
Ele senta no chão
Toca seu violão
E começa a cantar.
Ele então me sorri
Toca a minha tristeza
E me faz suspirar.
Ele é leve assim
Toca a vida em seus dedos
E diz laiá laiá.
Ele fazendo assim
Toca o meu coração
E posso, enfim, acreditar.
Toca em mim?