quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Foi minha culpa.
A felicidade estava bem nas minhas mãos,
E como se eu não a reconhecesse mais
A deixei partir.

Tão clichê.
Recomeçar a escrever quando a tristeza volta pra casa.
Você foi, ela chegou.
Talvez esse seja o porquê. A gente escreve quando falta alguma coisa no nosso mundo.
Coisa que a gente precisa inventar, ou materializar.
No meu caso, é um mundo que falta nas minhas coisas.
Desde que eu abri as portas pra você ir embora, elas ficaram escancaradas, sem sentido no contexto da minha vida.
Vida que virou só minha e que ficou metade
Sem o seu contexto.

Tudo continua aqui. Mas a alma do tudo disse adeus. A minha alma de tudo. Você.
Que foi, mas vai ficar pra sempre.
Que mudou tudo, mesmo sem me mudar.
Que eu vou pra sempre esperar me perdoar.
Enxergo em preto e branco.
Não faz sentido o azul do céu, se meus olhos não podem mais ser teus.
Não me acolhe a felicidade, já que sei que minhas mãos arrancaram a tua.
Não descansa meu coração, enquanto tento de longe afagar as feridas que eu mesma causei no teu.

Minhas mãos eu atei, mas não às suas.
O que eu tinha de mais valioso, estraçalhei.
Agora, espero o tempo remediar aquilo que eu mesma causei
A você, que sempre foi minha poesia,
E a mim também.

Eu errei ao lidar com o nosso amor,
E então, não tenho escolha, a não ser acatar minha dor.

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Eu vou esperar desesperadamente você voltar.



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um ano atrás eu estava nessa mesma poltrona.

Olhava pra você do mesmo ângulo.

O frio era igual.

A situação, a mesma.

O mesmo coração.

E tudo, diferente.

Eu te via com olhos de incerteza,

De espera,

De desejo,

De não saber quem era você

De não poder te decifrar

De desconhecer o que ia acontecer.

Meu riso era real,

E de uma angústia inexplicável

Sem saber se aquela seria a última noite de todas.

Sem saber como eu voltaria para casa.

Sem saber que o futuro nos esperava.


Hoje, sentei na mesma poltrona.

Tentei te olhar de um mesmo lugar.

Mas senti mais o mesmo frio.

O mesmo coração estava desfigurado.

Desconfigurado.

Tudo diferente.

Eu te vejo com olhos de tristeza,

Sim, de incerteza,

De que um ano se passou

De que por mim, você parou,

De desconhecer o que aconteceu.

Nesse tempo em que, talvez, eu tenha te decifrado mal.

O que vai acontecer é desconhecido,

Meu riso é irreal,

Minha angústia, inexplicável.

Sem saber como será a última noite de todas,

Sem saber mais qual é minha casa.

Sem saber que no futuro a decepção me esperava.

Eu ainda te amo.

Não sei se algum dia isso vai mudar.

É errado?

Deixar de lado orgulho, passado?

Isso eu não sei.

Só sei que eu escolho perdoar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sem fim.

Saudade

Que aperta o peito

Acelera o coração

E me dá o direito

Das lágrimas inúteis da minha solidão

.

Saudade

Do toque

Do beijo

Do tudo

De ser tudo

De ser toda

De ser tua

.

Saudade

É um vazio inteiro

Que o lento tic-tac

Faz do mês ligeiro

Quase que a eternidade.

.

Saudade

Faz o tempo parar

Enquanto eu fico a esperar

Ansiosa, de verdade,

Cheia de vontade,

A felicidade de ver você voltar.

.

Pra mim.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

No início
Eramos noites em claro

domingo, 8 de agosto de 2010

Vale mais que três palavras.

Será que é cedo pra dizer
Aquilo que mal consigo entender
Que meus olhos gritam,
Meu sorriso explana,
Mas minha boca engole,
E você insiste em não perceber.
Será que é bobo insistir
Em calar quando se ainda pode ouvir
Meu coração batendo e
Minha voz tremendo,
Enquanto continuo me contradizendo.
Quando adorar já não cabe mais
Pra descrever
O que dentro de mim há por você.
Quando já até sei o que dizer.
Mas ainda me falta coragem pra poder
Falar em voz alta
Sem pensar, num segundo
O que meu coração já contou pro mundo.






sexta-feira, 25 de junho de 2010

25/06/2010

O sorriso de criança meu coração impõe ao rosto.
Da janela do seu quarto podemos ver a lua.
Ela brilha por nós. Agora somos nós.
Eu e você. A vera. Sem volta. Sem medo.
Com os freios não mais usados
E olhos já não fechados.
Prontos pra viver
Pra sentir
Pra ser parte
Em vez de só fazer parte.
Eu me entrego
Corpo, alma e coração
Na tua mão
Pra ser quem te faz feliz
E ser aquela que diz
Sem hesitar
Que é tua.

Agora ainda mais
E que já era
Mesmo antes de ser.
Se entrega, meu bem
Se entrega também
Que é pra gente empatar,
Pra variar.
Impossível parar de sorrir
Deitada do teu lado
Depois da melhor surpresa
Que eu (não) podia esperar.
A lua ainda nos acompanha.
A noite é nossa. É nosso dia, agora.
Com a cabeça encostada no seu peito
Eu ouço as batidas do seu coração
Me pedindo pra com você ficar.
E dizendo pra eu não ter medo,
Que é nos teus braços o meu lugar.
E eu acreditei.
Sem pensar, me entreguei
Me joguei
Simplesmente me apaixonei.
Então eu rezo
Pra não serem só
As minhas pernas que tremem
Ao ver você chegar,
O meu coração a disparar,
Os meus olhos a me entregar
Toda pra você.
Pra você vir comigo
Se atirar de cabeça
Nesse meu sonho
Em minha vida
Nessa minha louca alegria.
E pra você perceber,
Ter certeza e entender
Que
é você tudo que eu queria.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Só talvez.

Talvez não valha a pena ser assim tão transparente.
Talvez não se deva falar em voz alta o que dita o coração.
Talvez não seja certo acreditar cegamente.
Seja imprudente se entregar loucamente.
Talvez seja tolice escrever sobre uma coisa só.
Talvez seja burrice ter coragem num mundo covarde.
Talvez, idiotice não temer quando quem importa morre de medo.
Talvez os bêbados nos bares tenham razão.
Talvez não se deva assumir o que se passa dentro da gente.
Talvez seja besteira publicar poemas em um blog.
Talvez a gente deva jogar, pra não se machucar.
Talvez seja certo se esconder, não viver,
Não sorrir pra não saber chorar.
Não se deixar levar.
Talvez seja verdade quando se diz
Que nunca se pode ser totalmente feliz.

Talvez eu seja burra demais,
Corajosa demais,
Boba demais,
Imprudente demais,
Ou transparente demais
Pra entender
Ou dar ouvidos a isso.

Talvez eu só esteja gostando demais.
Mas só talvez.