quinta-feira, 8 de setembro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Um ano atrás eu estava nessa mesma poltrona.
Olhava pra você do mesmo ângulo.
O frio era igual.
A situação, a mesma.
O mesmo coração.
E tudo, diferente.
Eu te via com olhos de incerteza,
De espera,
De desejo,
De não saber quem era você
De não poder te decifrar
De desconhecer o que ia acontecer.
Meu riso era real,
E de uma angústia inexplicável
Sem saber se aquela seria a última noite de todas.
Sem saber como eu voltaria para casa.
Sem saber que o futuro nos esperava.
Hoje, sentei na mesma poltrona.
Tentei te olhar de um mesmo lugar.
Mas senti mais o mesmo frio.
O mesmo coração estava desfigurado.
Desconfigurado.
Tudo diferente.
Eu te vejo com olhos de tristeza,
Sim, de incerteza,
De que um ano se passou
De que por mim, você parou,
De desconhecer o que aconteceu.
Nesse tempo em que, talvez, eu tenha te decifrado mal.
O que vai acontecer é desconhecido,
Meu riso é irreal,
Minha angústia, inexplicável.
Sem saber como será a última noite de todas,
Sem saber mais qual é minha casa.
Sem saber que no futuro a decepção me esperava.
Eu ainda te amo.
Não sei se algum dia isso vai mudar.
É errado?
Deixar de lado orgulho, passado?
Isso eu não sei.
Só sei que eu escolho perdoar.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sem fim.
Saudade
Que aperta o peito
Acelera o coração
E me dá o direito
Das lágrimas inúteis da minha solidão
.
Saudade
Do toque
Do beijo
Do tudo
De ser tudo
De ser toda
De ser tua
.
Saudade
É um vazio inteiro
Que o lento tic-tac
Faz do mês ligeiro
Quase que a eternidade.
.
Saudade
Faz o tempo parar
Enquanto eu fico a esperar
Ansiosa, de verdade,
Cheia de vontade,
A felicidade de ver você voltar.
.
Pra mim.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Vale mais que três palavras.
Aquilo que mal consigo entender
Que meus olhos gritam,
Meu sorriso explana,
Mas minha boca engole,
E você insiste em não perceber.
Será que é bobo insistir
Em calar quando se ainda pode ouvir
Meu coração batendo e
Minha voz tremendo,
Enquanto continuo me contradizendo.
Quando adorar já não cabe mais
Pra descrever
O que dentro de mim há por você.
Quando já até sei o que dizer.
Mas ainda me falta coragem pra poder
Falar em voz alta
Sem pensar, num segundo
O que meu coração já contou pro mundo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
25/06/2010
Da janela do seu quarto podemos ver a lua.
Ela brilha por nós. Agora somos nós.
Eu e você. A vera. Sem volta. Sem medo.
Com os freios não mais usados
E olhos já não fechados.
Prontos pra viver
Pra sentir
Pra ser parte
Em vez de só fazer parte.
Eu me entrego
Corpo, alma e coração
Na tua mão
Pra ser quem te faz feliz
E ser aquela que diz
Sem hesitar
Que é tua.
Agora ainda mais
E que já era
Mesmo antes de ser.
Se entrega, meu bem
Se entrega também
Que é pra gente empatar,
Pra variar.
Impossível parar de sorrir
Deitada do teu lado
Depois da melhor surpresa
Que eu (não) podia esperar.
A lua ainda nos acompanha.
A noite é nossa. É nosso dia, agora.
Com a cabeça encostada no seu peito
Eu ouço as batidas do seu coração
Me pedindo pra com você ficar.
E dizendo pra eu não ter medo,
Que é nos teus braços o meu lugar.
E eu acreditei.
Sem pensar, me entreguei
Me joguei
Simplesmente me apaixonei.
Então eu rezo
Pra não serem só
As minhas pernas que tremem
Ao ver você chegar,
O meu coração a disparar,
Os meus olhos a me entregar
Toda pra você.
Pra você vir comigo
Se atirar de cabeça
Nesse meu sonho
Em minha vida
Nessa minha louca alegria.
E pra você perceber,
Ter certeza e entender
Que é você tudo que eu queria.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Só talvez.
Talvez não se deva falar em voz alta o que dita o coração.
Talvez não seja certo acreditar cegamente.
Seja imprudente se entregar loucamente.
Talvez seja tolice escrever sobre uma coisa só.
Talvez seja burrice ter coragem num mundo covarde.
Talvez, idiotice não temer quando quem importa morre de medo.
Talvez os bêbados nos bares tenham razão.
Talvez não se deva assumir o que se passa dentro da gente.
Talvez seja besteira publicar poemas em um blog.
Talvez a gente deva jogar, pra não se machucar.
Talvez seja certo se esconder, não viver,
Não sorrir pra não saber chorar.
Não se deixar levar.
Talvez seja verdade quando se diz
Que nunca se pode ser totalmente feliz.
Talvez eu seja burra demais,
Corajosa demais,
Boba demais,
Imprudente demais,
Ou transparente demais
Pra entender
Ou dar ouvidos a isso.
Talvez eu só esteja gostando demais.
Mas só talvez.