quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Foi minha culpa.
A felicidade estava bem nas minhas mãos,
E como se eu não a reconhecesse mais
A deixei partir.

Tão clichê.
Recomeçar a escrever quando a tristeza volta pra casa.
Você foi, ela chegou.
Talvez esse seja o porquê. A gente escreve quando falta alguma coisa no nosso mundo.
Coisa que a gente precisa inventar, ou materializar.
No meu caso, é um mundo que falta nas minhas coisas.
Desde que eu abri as portas pra você ir embora, elas ficaram escancaradas, sem sentido no contexto da minha vida.
Vida que virou só minha e que ficou metade
Sem o seu contexto.

Tudo continua aqui. Mas a alma do tudo disse adeus. A minha alma de tudo. Você.
Que foi, mas vai ficar pra sempre.
Que mudou tudo, mesmo sem me mudar.
Que eu vou pra sempre esperar me perdoar.
Enxergo em preto e branco.
Não faz sentido o azul do céu, se meus olhos não podem mais ser teus.
Não me acolhe a felicidade, já que sei que minhas mãos arrancaram a tua.
Não descansa meu coração, enquanto tento de longe afagar as feridas que eu mesma causei no teu.

Minhas mãos eu atei, mas não às suas.
O que eu tinha de mais valioso, estraçalhei.
Agora, espero o tempo remediar aquilo que eu mesma causei
A você, que sempre foi minha poesia,
E a mim também.

Eu errei ao lidar com o nosso amor,
E então, não tenho escolha, a não ser acatar minha dor.

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Eu vou esperar desesperadamente você voltar.



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