segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um ano atrás eu estava nessa mesma poltrona.

Olhava pra você do mesmo ângulo.

O frio era igual.

A situação, a mesma.

O mesmo coração.

E tudo, diferente.

Eu te via com olhos de incerteza,

De espera,

De desejo,

De não saber quem era você

De não poder te decifrar

De desconhecer o que ia acontecer.

Meu riso era real,

E de uma angústia inexplicável

Sem saber se aquela seria a última noite de todas.

Sem saber como eu voltaria para casa.

Sem saber que o futuro nos esperava.


Hoje, sentei na mesma poltrona.

Tentei te olhar de um mesmo lugar.

Mas senti mais o mesmo frio.

O mesmo coração estava desfigurado.

Desconfigurado.

Tudo diferente.

Eu te vejo com olhos de tristeza,

Sim, de incerteza,

De que um ano se passou

De que por mim, você parou,

De desconhecer o que aconteceu.

Nesse tempo em que, talvez, eu tenha te decifrado mal.

O que vai acontecer é desconhecido,

Meu riso é irreal,

Minha angústia, inexplicável.

Sem saber como será a última noite de todas,

Sem saber mais qual é minha casa.

Sem saber que no futuro a decepção me esperava.

Eu ainda te amo.

Não sei se algum dia isso vai mudar.

É errado?

Deixar de lado orgulho, passado?

Isso eu não sei.

Só sei que eu escolho perdoar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário