terça-feira, 3 de abril de 2012

Passa, tempo

Quando uma criança quebra seu brinquedo
Mesmo que seja o seu favorito
É natural que ela não queira mais com ele brincar
Mesmo tendo sido sua culpa o ocorrido.

Eu fui sua bonequinha preferida.
Te alegrei, acompanhei,
Fui até um tanto querida
Até o dia em que cansou de brincar
E num canto da tua vida resolveu me abandonar.

O brinquedo, você nunca amou
E sua paixão não te segurou
Ao lado desse passatempo quebrado.
Há tantos novinhos no mercado...

Pra que perder tempo
Remendando algo que estragou
Se é tão mais facil seguir em frente
E esquecer que na sua vida ela passou

Larga ali ela,
Que sozinha ela se recupera
Mesmo que demore cem anos
Sua felicidade não merece essa espera

Isso, agora, é um problema só dela.

A criança se esqueceu.
Terá um novo brinquedo seu
E a boneca que, inteira, não serviu
Estragada nem tenta mais
Já que ele não teve a paciência
De continuar a amar
E reensiná-la a andar
Em vez de deixar ela pra tras.

Mas é normal que uma criança não queira brincar outra vez
Do brinquedo com o defeito que você mesmo fez.

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